domingo, 17 de outubro de 2010

Um desejo que exigi liberdade e procura pela paz da mente.
As pessoas são diferentes e não só nas cores em que se vestem. É bem como se diz: Cada um, cada um... Por aqui ou ali, pensando certo ou errado, gostando ou desgostando... Sentir-se vazia não pode ser tão ruim assim. Parece que tudo se despreocupou por aqui, e nada mais importa... Nada. Eu simplesmente sem saber, não queria ouvir tua voz, olhar no fundo dos teus olhos... Não queria... Mas não sabia! Eu devo ter me tornado um poço de pura insensibilidade. Mas nem quis te ver como meu reflexo. Isso parece incompreensível. Mas vai ver é passageiro como um sorriso de verdade. Cantando a que era a música preferida, vou pensando em algum jeito de tentar esconder a saudade de mim mesma. O vento continua levando todas as coisas embora, e tudo já está muito longe do que os olhos podem ver. Mas o coração ainda pode sentir... E nem sei quanto tempo ainda falta pra isso se dar por vencido. Eu agora devo sim ser um poço de pura insensibilidade. Mas quem vê de fora tudo pode pensar... Eu não acreditei que tudo seria fácil como fazer bolinhas de sabão, mas queria voltar no tempo para me alertar de que em breve haveria lembranças encharcadas de saudade. Venho tentando me desenrolar desse nó sem fim porque preciso voltar a pensar com a razão. E não com o coração.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O segredo é distrair-se

As luzes apagaram-se, meu bem. Eu já não giro mais em torno desse mundo, e já não espero ver aquele sorriso em meus sonhos. Eu adormeço quieta e serena, eu viro a noite e me deixo embalar. Já tentei de tudo pra não lembrar, mas o segredo é não tentar. O segredo é distrair-se. É se deixar viver.

Afirmei meus pés no chão e me rendi para o desapego de uma época ensolarada. Eu consegui suportar a idéia de ter sido vazio, ter sentido vazio... Suportei aceitar que foi mentira que existiu por aqui, que meu ponto crítico errou.
Eu caio ás vezes, mas sei me virar. Ainda não conheci o golpe fatal, mas vi de perto um coração de pedra. Meus olhos estavam cegos, mas eu nem sei o que é amor.
Eu lavei minhas mãos agora, e já posso deitar para pensar. Eu juntei meus pedaços no chão, e já posso contar isso ás estrelas. Reconstruí meu caminho, e aceitei meu destino. Prometi ser alguém de verdade por que vivo a realidade.
E então, sorri ao ver a simplicidade de um momento como o vento que faz meus cabelos saírem para dançar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A verdade está nos olhos

Como talvez seja melhor dessa vez o tal eu lírico não citará nomes. É pra nada ser mais comprometedor do que já foi um dia. E acalmem-se olhos e mente, talvez no final exista algum significado para tudo... A verdade está nos olhos. A verdade está em si próprio. Mesmo que seja monótona agora, essa estranha vida de total tranqüilidade, agradeço por hoje ver no espelho o reflexo de um sorriso meu. A minha verdade é bem posicionada. Pobre desiludida e desequilibrada. – E não que fosse assim sempre, mas enfrentou problemas sentimentais em peso nos últimos tempos. Desacreditar não é para fracos não, talvez seja questão de desesperança também. Alguém sabe o motivo de tudo se acabar assim, de uma hora pra outra? ... Pois foi o que eu imaginava. Caminhar foi preciso, é claro... Para frente e tentando reerguer-se. Todos os dias são novos e todos os sentimentos mudam. E será o tempo o culpado por isso? Sofrer é inevitável, e isso bem sabe... Mas assim mesmo não trás junto no fundo dos olhos uma raiva guardada. Talvez mágoa, mas raiva é forte demais para um coração um tanto sensível. Entenda-se que de certa forma tudo se acaba, e ninguém pode mudar uma vírgula do que o destino escreve. Mas lembre-se disso no momento em que entrega-se de mão beijada a solidão inevitável: Fraco é aquele que nunca derramou uma lágrima e que tem suas mãos e mentes limpas. Uma parte da vida é aprender, minha boa lembrança despedaçada! E ninguém aprende sem cair e derramar no mínimo uma gota de desprezo e tristeza ao chão. E volte no tempo no mundo das lembranças. Mas que no final possa dizer apenas três palavras: Valeu a pena!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

E ao sorrir, então...

Ao se fazer contente outra vez, tentará olhar em volta e procurar pelos cantos alguma daquelas características bobas, que na verdade deveriam ter sido despercebidas. E, totalmente... totalmente lúcida. E também maldita impulsividade... Não entendes no mínimo o que é passado, presente e futuro?! Um buraco não é vida, uma única lembrança também não.

Caís-te num abismo e de tola e fraca resolveu acreditar no tão forte pessimismo e aceitar não conseguir levantar-se a tempo de não desperdiçar sorrisos.
Acreditar em que então, em tal ora após sonhos malignos e frustrantes? Se ser forte é o que desejas, levante-se agora e caminhe daí para frente. Apagar tudo que passou não será possível mas melhorar está em tempo.

Distraídos impulsos. - Outra e outra vez me perco em meus pensamentos possessivos e estranhos.
Já disse, meu bem: Fases, são apenas fases. Ao fim de um dia, tudo passa. Ou que seja ao começo... que seja no que quiseres acreditar.

E sim, algo aqui me derrubou. Mas não foi um sopro forte o suficiente para querer de tudo desistir.
Só falta recuperar a auto estima e a vontade de andar de bicicleta. (E ria então se conseguires, este é o verdadeiro intuito!)
E tão queridos são os rostos sorridentes que me rodeiam. Passei a acreditar na energia positiva e tranquilidade que um simples sorriso pode me transmitir.
Ao descrever todo esse sentimento impulsivo, o medo bobo do tal ''bicho papão'' e, talvez, também infantilidade momentânea... é hora de dizer um ''bem vindo'', novamente, ao sorriso... Ao meu sorriso!
E, aguente um bom tempo por aqui.

sábado, 10 de julho de 2010

Após e... lua cheia... silêncio.

E antes tudo parecia ser perfeito como eles pensavam. Mas como quase tudo parece ser engano, cada um seguiu seu caminho e nem se quer deram tchau.

Juntou as coisas e guardou em uma mala grande, que pudesse carregar até mesmo tudo que aprendeu. Era impulsiva e bastante desajeitada. Não era de sucesso, era mais tranqüila e pouco sonhava... Levava ainda dobrada em duas partes uma foto 3x4 no bolso de trás das calças rasgadas. Tentava enganar a saudade e acreditava que isso seria possível, tentando enganar a si própria.

E quem disse que alguém derramou se quer uma gota de lágrima dos olhos por tristeza?! O orgulho sempre falou mais alto. Até pareciam pessoas frias e amargas... Mas tinham bom coração.
E do que mais precisavam se tinham o sol ao dia, e a lua à noite?!

E de certa forma, algo eles tinham em comum. Ao menos pareciam ter... Estiveram apaixonados, mas como o sol e como a lua, estavam separados e o amor se tornou impossível.

- ‘’Mas quem sabe em outra vida?!’’ Ela pensou...
Talvez o mundo gire depressa, ou talvez o amor nem exista.
Mas a foto 3x4 está quase se partindo ao meio, de tanto ela, coitada, dobrar e desdobrar. E a cada desdobrada, sentia a saudade fincando uma faca em seu peito e fazendo ela sentir dor. Dor de um amor que seria impossível, e de certa forma, não correspondido. Mas sabe que, um dia se rasgará ao meio. O tempo vai fazer com que isso aconteça. Com a fotografia, e com o sentimento.
Mas eu já disse e repito: Anime-se por poder sentir o calor do sol, e poder ver o brilho da lua!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

E disse certo dia:

- É preciso então, penso eu, me concentrar em mim e não perder de vista o que eu realmente quero agora: Paz pro meu coração.

Fechada com força e por tempo indeterminado eu vou seguir, mas não por desejar mais uma vez ser fria – até porque foi uma tentativa inútil -, mas porque sem mesmo saber entender ou explicar, se olhar em meus olhos você vai entender.

Deixo então esse vazio agir em meu peito doendo como se tivesse cortado em fatias esse coração que já vem andando entre pedras e curvas perigosas. Mas um dia, eu sei, esse vazio vai se terminar como num piscar de olhos e tudo talvez se deixe cair no esquecimento.

Já disse que não sou um ser oco por dentro então, deixe-me chorar mesmo que seja em silencio e sozinha, mesmo que seja a mais estranha idiota, mesmo que essa ilusão em que me deixei cair, agora ria de mim sem parar.

''Mas saiba antes de me virar as costas para sempre: Eu não estou em suas mãos, é você quem está temporariamente com o meu coração.'' 


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Agora está tudo bem. Eu já baixei minhas armas e os meus monstros imaginários tiraram férias pela primeira vez. A dica foi minha, porque eu disse que o mar transmite paz!
Fiquei em dúvida se me jogaria para trás ou para frente se estivesse a beira de um penhasco alto e assombrado. É que o mundo está cheio de buracos negros e talvez até fosse melhor parar de respirar.
Mas o azul do céu grita pra mim perguntando onde está minha esperança, e eu abri meus olhos a tempo de ver que ela ainda não morreu.
Na luz de um dia ensolarado e em um gramado enfeitado por folhas secas e amarelas, me sentei e apertei os meus fones de ouvido. Peguei a caneta e tentei escrever o sentido da vida. Não consegui depois de perceber que eu estava com um vazamento nos olhos.
Senti vontade de me atirar para trás, deitar e sonhar... mas o mundo ainda está girando e é preciso ficar acordada.

Eu poderia até ser um inseto para que o medo enorme não coubesse em meu peito. Medo que eu não consigo distrair com programas engraçados de televisão.
Esse jogo não tem escolha, todos precisam jogar. Esse jogo não tem pausa e nem tem como começar do zero.
Ele é cruel as vezes, é ironico, misterioso e cheio de surpresas. Mesmo que eu já tenha feito várias reclamações, ele não muda as regras, me ignora. E nem existe uma maneira de escrever uma carta de reclamação ao fabricante.
Ele é feito de fases boas, fases ruins, problemas, surpresas, problemas e problemas...
Mas mesmo assim, eu sei que amanhã vou ter que levantar do chão porque eu disse que não ia desistir.
Vou de novo unir as minhas forças, pegar as minhas armas e esperar que os monstros voltem. Eles vem com a fase ruim, as supresas desagradaveis e os problemas. E eu pretendo estar bem preparada para cair de novo e levantar com mais força. Pelo menos isso vai se transformando em experiência... mas não de jogo, e sim de vida.